terça-feira, setembro 28, 2010


Namoro longo demais é um problema?

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Foto divulgação /
 Um dia desses resolvi andar de bicicleta, era final de tarde e o pôr do sol estava irresistível. Após uma boa pedalada fiz uma pausa para tomar um delicioso caldo de cana. Tudo que eu podia pensar é que são justamente as coisas simples da vida que dão um gosto especial para ela... Lá estava eu entre devaneios quando um casal chegou à barraquinha do caldo de cana na maior tensão, buscando por algo bem doce para driblar o gosto amargo da situação.
 Enquanto a moça afirmava que queria romper o noivado de dois anos, o seu parceiro perguntava, entre lágrimas, o motivo. Ela repetia angustiada que sentia medo de assumir um casamento com apenas 26 anos. Eu fiquei atônita e muito triste pelo sofrimento de ambos, peguei a minha bicicleta e saí de perto para evitar maiores constrangimentos. O que pensar de uma situação como essa? Por que o medo de assumir relacionamentos sérios é uma realidade cada dia maior? Entre uma pedalada e outra lembrei de duas histórias parecidas com a daquele casal e vou contá-las a você.
Allison era extremamente apaixonado por Amanda, conheceram-se aos 17 anos e namoraram durante 10 anos. Cansada da falta de iniciativa do namorado ela deu um xeque-mate nele: “Casamos agora ou ficamos por aqui!” Diante da postura dela ele recuou, preferiu mudar-se para a França onde faria o seu doutorado durante quatro anos. Decepcionada, Amanda casou com o primeiro rapaz que namorou depois de Allison, acreditou que dessa forma seria mais fácil esquecer o que sentia. Ela teve um filho com o marido, fez mestrado, construiu uma sólida carreira e após nove anos de casamento se separou. Alisson, que já estava no Brasil há alguns anos, não havia casado, mas sempre monitorou os passos da ex-namorada. Ao saber da separação não perdeu tempo, foi atrás daquela que ele sabia ser a mulher da sua vida. Atualmente estão casados há onze anos.
Miguel amava Priscilla que não queria saber de um relacionamento sério. Executiva por profissão e ‘baladeira’ por opção, casar aos 26 anos era uma espécie de suicídio. Miguel tentou convencê-la de todas as formas possíveis, mas não deu certo. Priscilla preferiu conhecer o mundo, viajou, divertiu-se, porém nunca conseguiu ser feliz no amor. Um dia, aos 35 anos, tomou coragem e foi procurar por Miguel, somente nesse dia soube que ele havia falecido de câncer há um ano. A família contou que Miguel não havia casado e ainda alimentava fortes esperanças de que ela o procurasse para reatar.
Allison e Amanda brindam à segunda oportunidade que agarraram vorazmente, sabem que nem sempre a felicidade bate na porta com os mesmos ventos. Hoje festejam o amadurecimento que adquiriram com a vida e valorizam muito o amor que sentem um pelo outro. Priscilla amarga o sentimento não vivido.
Duas histórias de amor, dois desfechos completamente diferentes! Ninguém tem como saber qual o melhor caminho a tomar, mas em ambos os casos ouvi a mesma expressão das pessoas envolvidas: Eu não deveria ter deixado o meu medo e muito menos o meu egoísmo assumirem o comando da minha escolha.
Ninguém deve casar na dúvida, ter filhos para salvar um casamento ou casar com a primeira pessoa que aparece para esquecer outra. Isso seria como tomar um antialérgico para dor de estômago, além de não resolver o problema desencadeia outros sintomas. Agora, deixar de assumir um relacionamento por medo também é tomar o remédio errado.
As pessoas estão muito focadas em si mesmas, embriagadas pelos narcisos que desabrocham em seus sonhos excessivamente individualistas. Nessa equação não existe espaço para denominador comum e os relacionamentos são vistos como impedimento para o próprio crescimento, quando na verdade deveria ser o oposto. O amor deveria ser o combustível, a força e a energia para o crescimento do homem e da mulher.
Acredito que o amor não se meça em anos, como se ele tivesse prazo de validade. O problema não está no tempo, está na dúvida. Óbvio que mesmo os que amam têm os seus momentos de dúvida, isso é natural e é preciso encarar a situação de frente. O problema está naquele que deseja ter todas as certezas acerca do futuro e se apega somente às dúvidas, isso bloqueia a capacidade de amar verdadeiramente. É justamente essa pitada de insegurança diante da relação que faz a chama da paixão permanecer acesa. Muitos afirmam que a paixão com o tempo vira amor, mas eu afirmo que se o amor perder a paixão, com o tempo, vira apenas amizade. A interdependência de ambos é vital!
Essa semana assisti ao filme “O segredo dos seus olhos”, baseado no livro La pregunta de sus ojos de Eduardo Sacheri, aliás, eu não assisti, mergulhei no enredo, pois a profundidade dele exige isso. Apesar de ser enquadrado como filme policial a história trata das paixões e dos temores que as pessoas carregam dentro de si mesmas. Fica evidente que a covardia não acasala com o amor, elas não procriam. Se você deseja ver o seu amor frutificar acrescente o “A” do “amor” ao “temo”. Ao invés de dizer: Eu temo, diga... Eu teAmo! A obra de Sacheri deixa claro que o amor precisa de coragem para ser vivido.

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Decifrando-me...

"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"

(Tati B.)

Vivendo as avessas, e porque não?

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Quem disse que temos que ser sempre certinhos?